Eu passo a vida a remendar sonetos;
Eu passo o tempo costurando trovas.
Faço poemas de tecidos pretos
Com versos brancos e com linhas novas.
Os meus arranjos são provindos, feitos
Dos moldes tidos pelas minhas provas.
Os meus retalhos são assim estreitos,
Mas têm texturas bem harmoniosas.
Às vezes sai algum pesponto torto.
A frase, às vezes, já sai travestida...
Dando ao estilo certo desconforto.
Quantas costuras nessa minha lida.
Corto tecidos do meu próprio corpo
E bordo em versos minha própria vida.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
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